O que é SELIC e como investir em um cenário de queda de juros

O QUE É SELIC?

Em uma economia, um dos indicadores mais importantes é a taxa básica de juros do país. Esta é conhecida como o custo do dinheiro, ou também como a taxa referência que os agentes poupadores utilizam ao emprestar recursos aos agentes tomadores. 

No Brasil, a taxa básica de juros da economia é conhecida como a Taxa SELIC.  Esta é a sigla para a expressão Sistema Especial de Liquidação e Custódia. A SELIC é um sistema computadorizado utilizado pelo governo, a cargo do Banco Central do Brasil (BCB), para que haja controle na emissão, compra e venda de títulos. Ela também é considerada como a taxa livre de risco da economia, um investidor deve estar atento as suas tendências ao realizar uma alocação de capital, pois é partir desta que outros ativos financeiros têm suas taxas formuladas.

O BENCHMARK: CDI

O CDI é obtida pelo cálculo da taxa média ponderada dos juros praticados pelas instituições financeiras, refletindo nas demais operações de empréstimos na economia. O CDI está sempre muito próximo da SELIC. Pôde-se conferir estes dados no site da CETIP para o CDI, e no site do Banco Central para a SELIC.

O CDI é a taxa utilizada pelos bancos para as operações de empréstimos entre os mesmos. No intuito de sanarem furos de curtíssimo prazo em seus caixas, os bancos tomam recursos emprestados de outros bancos por um dia. Como garantia, oferecem Títulos Públicos de forma a reduzir o risco do emprestador do recurso e consequentemente os juros da transação.

A Poupança também depende da taxa Selic. Quando estiver acima de 8,5% ao ano, a Poupança vai render 6% ao ano + TR. E sempre que a Selic estiver abaixo de 8,5% ao ano, a Poupança vai render 70% da Selic + TR.

                SELIC, TÍTULOS PÚBLICOS E POLÍTICA MONETÁRIA

 O governo toma dinheiro do mercado basicamente por dois motivos:

1- Para financiar o seu déficit, ou seja, a diferença entre a arrecadação de impostos e a soma de seus custos e  aos juros da dívida pública. Quando o custo para manter a máquina, somado aos juros dos empréstimos é maior que a arrecadação, o governo tem que pegar dinheiro extra emprestado e é exatamente isso que tem acontecido nos últimos 20 anos.

2- Quando temos uma inflação crescente, o governo estimula os investidores a guardar dinheiro investindo em Títulos do Tesouro. Para o governo, quem investe dinheiro não gasta em compras excessivas. Essas compras em excesso, por parte da população ou por parte do governo geram inflação. O Comitê de Política Monetária (copom) altera a Selic a fim de combater a inflação e sempre que inflação cede acaba por diminuir a Selic em um ciclo de altas e baixas desde 2002.              

                TENDÊNCIA

Dentro de sua trajetória de queda, a Selic chegou no final de 2018 em 6,5% ao ano e cada vez mais os modelos econômicos preveem que este cenário deve perdurar ao longo de 2019. Quando comparado a outros países no mundo, ainda podemos considerar um patamar alto, mas para os padrões brasileiros chegamos a menor patamar da história.

Vejamos o histórico das taxas de juros fixadas pelo Copom desde 1996:

 https://www.bcb.gov.br/estatisticas/grafico/metaselic

Com a queda na Selic, muitos investidores acabam pensando que as opções de investimento começam a se esgotar. Porém, tanto na Renda Fixa quando na Renda Variável existem ótimas oportunidades. E você precisa dos investimentos corretos, de acordo com seu perfil e objetivos para seguir lucrando.

               OPÇÕES EM RENDA FIXA

Os investimentos de renda fixa mais tradicionais encontrados em bancos são CDB, LCI e LCA. Pôde-se encontrar facilmente um CDB com rentabilidade de 120% do CDI, ou seja, pagando um prêmio adicional de 20 pontos em relação ao CDI.

Já as LCIs podem ser encontradas rendendo de 96% a 100% do CDI que seria o mesmo que ganhar: 96% / (1-15%) = 113% do CDI ou 100% / (1-15%) = 118% do CDI, considerando um investimento com vencimento superior a dois anos. Os produtos de renda fixa bancários são a maneira mais fácil e segura de superar a Selic. Os grandes bancos oferecem taxas menos atrativas para os investidores do que bancos de menor porte. Com a criação do FGC, o investidor hoje tem a mesma segurança investindo em um CDB ou LCI de um banco de pequeno ou de grande porte. Por isso, deve-se procurar uma corretora de valores que dará acesso a múltiplos bancos e gestoras com melhores opções de produtos e taxas para investir o dinheiro.